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IPIAÚ: A PRAÇA VIRGÍLIO DAMÁSIO E SUAS REFERENCIAS HISTÓRICAS

No principal centro comercial da cidade, fazendo a linha divisória entre as ruas Dois de Julho,Castro Alves,Sete de Setembro e Moisés Santos, a Praça Virgílio Damásio é área de intenso movimento durante os dias úteis da semana. Nela concentram-se algumas lojas, gráficas, repartições publicas e até uma emissora de rádio, a “Educadora AM”. Aos domingos e feriados se pode melhor apreciar o seu traçado, a arquitetura que lhe circunda e melhor visualizar alguns dos seus aspectos históricos. No centro desta praça observa-se um prédio em formato das antigas embarcações do Mississipi e do rio São Francisco. É uma das referencias da historia do lugar. O prédio foi construído por Dorgival Castro e tinha finalidades comerciais, sobretudo no segmento de bar e restaurante, embora tenha também comportado lojas de moveis e tecidos.Atualmente abriga o escritório local da ADAB. Na Praça Virgilio Damásio funcionou durante muitos anos, até a década de 1970 uma concorrida feira livre, além da Delegacia de Policia e o escritório das empresas do lendário “Urbano Cem Contos”, ou seja, o ex deputado Urbano de Almeida Neto. Outra referencia histórica da praça era o Hotel Gloria, cujos tempos áureos foram vivenciados nos 50 e 60 e tinha como proprietário o Sr. Rafael Sampaio. A reunião de fundação do Rotary Clube de Ipiaú aconteceu nesse hotel. Virgilio Damásio, a personalidade que emprestou seu nome à praça foi médico do famoso jurista Rui Barbosa, de quem era primo. Também se destacou como professor da Faculdade de Medicina da Bahia, Governador do Estado em dois curtos períodos(18/11 a 23/11 de 1889 e 16/09 a 24/11;1890) e Senador da Republica.Na condição de governador tempo em que promoveu a reforma do ensino da medicina legal no estado e instituiu a constituinte estadual. ( Perfil Facebook / José Américo Castro)

Arquiteto ipiauense fala de detalhes que podem fazer a diferença no planejamento urbano de Ipiaú

Elson Andrade é: natural de Ipiaú, arquiteto, urbanista, empresário paulista e otimista racional. Confira suas idéias para racionalizar o trânsito no centro da cidade. Esta semana, estive na loja de um empresário amigo, de Brejões-BA, e quando cheguei a sua loja, coincidentemente ele vinha chegando também, e a pé! Foi então que lhe perguntei – cadê o carro? Ele me respondeu – está ma rua de cima. Mais uma vez indaguei – mas porque o deixou lá? Ele respondeu – por que aqui na minha loja, nem eu, nem minha família e funcionários podem deixar o carro na porta da loja (estacionamento). Ai fiquei surpreso. Ele concluiu – vivemos desta loja (SP), e aqui a prioridade de estacionar, é do nosso cliente.

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Estive pensando em como incentivar na prática, Ipiaú vir a ser um pólo comercial micro regional, recebendo consumidores de Itagibá, Dario Meira, Jitaúna, Barra do Rocha, Ubatã, Ibirataia, Algodão, Apuarema, Aiquara… e não pude deixar de fazer a comparação, adiante sugerida. O freguês, ao preferir fazer suas compras na rua 2 de Julho, de cara terá uma desvantagem: Onde estacionar? Os proprietários, gerentes e funcionários, chegam cedo e estacionam seus caros, e por lá ficam o dia inteiro! Como oferecer vantagens aos cliente, se nem vaga para estacionar encontram? A rua 2 de Julho, símbolo do comércio local, já passou da hora de ser completamente reformulada. Ganhar uma nova roupagem, com calçamento único de blocos intertravados de concreto (blocretes) paginados e coloridos, através de calçadas mais largas e aconchegantes, num “único” nível, com novo desenho das vagas de estacionamentos, as quis deveriam passar a serem rotativas (máximo 2h), mais fáceis de estacionar (a 45º), mesmo que diminuam em quantidade, priorizando o transeunte cliente e usuário, em detrimento dos funcionários, proprietários e veículos, pois são estes, a maioria e o sentido maior de existência do comércio (prestação de serviço). A rua beco da COCIP – COOPERCACAU, ligação entre às ruas 2 de Julho e Castro Alves, já deveria ter sido transformada em calçadão (elevação do piso ao nível das calçadas) com alocação destino de ambulantes, controlados, e somente os indispensáveis e complementares ao comércio e/ou serviço local.

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Os Bancos deveriam ser obrigados pela prefeitura a fornecerem vagas de estacionamento, conveniados, com preços acessíveis aos seus clientes, mesmo que locados remotos a 200 metros. O Bradesco, por exemplo, fechar seu estacionamento só para não se responsabilizar pelo mesmo. E a CEF, não fornecer vagas de estacionamento suficientes, sendo estes, pólos geradores de trafego, como são. Veja: http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2014/lei-possibilita-transformar-vaga-de-carro-em .  O subsolo do prédio Santa Paula, já deveria estar contribuindo com a expansão do numero de vagas disponíveis no centro. Não é tolerável assistir a inércia do próprio prédio Santa Paula, mais conhecido como “Santa Pausa”, o qual já deveria ter tido um solução e conclusão.

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Num lugar tão nobre, equipado e caro à cidade, um empreendimento daquele ficar servindo de ícone da decadência da economia cacaueira! A prefeitura tem meios legais de forçar o equacionamento daquele empreendimento, como o IPTU progressivo no tempo, como prever a lei no 10.257, de 10/07/01 (Estatuto da Cidade). O desativado mercado municipal da Praça da feira, defronte a ponte do Japumirim, poderia ser reativado com outra proposta: A prefeitura poderia reformar o “Mall”, o estacionamento e os acessos em volta, no mesmo padrão da futura rua 2 de Julho, e alugar ou conceder onerosamente os boxes, a empreendedores que queiram investir em lojas e restaurantes voltados ao comércio característico de mercado municipal de nível elevado, mais requintado. Porém, caberia aos exploradores a reforma dos boxes em si, além deles próprios constituírem uma associação mantenedora. Quanto aos usuários, quem não quiser ou poder fazer suas compras ali, teria ainda a opção do Centro Popular de Abastecimento José Motta Fernandes e a “Feirinha” aos domingos. A idéia populista arcaica de tudo nivelado por baixo, não cabe mais: é perda de oportunidade e investimento locais. Conformação semelhante, mereceria a infra estrutura do comércio da Praça do Cinqüentenário e Praça dos Cometas. Incentivando-os inclusive, uma ligeira concorrência entre praças com ganhos reais aos consumidores que preferirem uma, em detrimento de outra, por exemplo. São ações concretas como estas, (detalhes diante do conjunto da cidade) que corroboram para o desenvolvimento econômico e social da cidade. Estamos num momento critico na economia e política nacional, e a cidade, tal qual as pessoas, devem juntas buscarem saídas objetivas à geração de emprego e renda capazes de propiciar o bem comum. Se eu tivesse que resumir o momento que Ipiaú atravessa hoje,eu diria: ESPERANÇA. E um jargão: Ave Maria, ouvi-nos!

Ibirataia: Prefeitura constata irregularidades na emissão de alvarás pela gestão passada

A Prefeitura Municipal de Ibirataia constatou irregularidades na expedição de alvarás e doações de terrenos realizadas pela gestão passada. Os casos mais recentes aconteceram no distrito de Algodão, na localidade próxima ao Posto de Saúde. Onde, em ano eleitoral foram concedidos alvarás de construção para moradores do Distrito sem que esses possuíssem documentos de recebimento dos terrenos assinados pelo prefeito. Outrossim, os alvarás foram expedidos pelo Setor de Arrecadação e Tributos sem a devida análise e assinatura da Secretaria de Infraestrutura e Engenheiro do município. Constatadas as irregularidades, a atual gestão fez a intervenção necessária para que a documentação dos terrenos e os alvarás de construção das habitações que estão sendo erguidas na localidade sejam regularizadas o mais breve possível, garantindo dessa forma que nenhum beneficiário seja prejudicado no futuro.  Segundo informações da gestão atual, os documentos eram assinados pelo ex-coordenador de tributos e arrecadação, Jan Muniz (que não possui formação na área de engenharia civil), quando os alvarás deveriam ser autorizados pela secretaria municipal responsável para tal. Essa foi apenas uma das irregularidades encontradas pela administração vigente. O objetivo agora é identificar se as pessoas envolvidas na expedição dos alvarás irregulares utilizaram-se de má-fé para obter benefícios. Não se sabe também se os beneficiários tinham conhecimento ou se são vítimas por acreditarem que os alvarás estavam corretos. Pelo que parece alguns procedimentos para liberação de alvará sequer tramitavam pelo setor técnico responsável. A Prefeita Ana Cléia Leal, demonstrou sensibilidade para com a situação. “Estamos buscando resolver o mais rápido possível este problema. As pessoas não têm culpa pelos erros da gestão passada, por isso vamos ajudá-las da forma correta e como requer a lei”, disse a gestora ao blog Ibirataia Online.