Arquiteto ipiauense fala de detalhes que podem fazer a diferença no planejamento urbano de Ipiaú

Elson Andrade é: natural de Ipiaú, arquiteto, urbanista, empresário paulista e otimista racional. Confira suas idéias para racionalizar o trânsito no centro da cidade. Esta semana, estive na loja de um empresário amigo, de Brejões-BA, e quando cheguei a sua loja, coincidentemente ele vinha chegando também, e a pé! Foi então que lhe perguntei – cadê o carro? Ele me respondeu – está ma rua de cima. Mais uma vez indaguei – mas porque o deixou lá? Ele respondeu – por que aqui na minha loja, nem eu, nem minha família e funcionários podem deixar o carro na porta da loja (estacionamento). Ai fiquei surpreso. Ele concluiu – vivemos desta loja (SP), e aqui a prioridade de estacionar, é do nosso cliente.

quiosques-publicos-2-1

Estive pensando em como incentivar na prática, Ipiaú vir a ser um pólo comercial micro regional, recebendo consumidores de Itagibá, Dario Meira, Jitaúna, Barra do Rocha, Ubatã, Ibirataia, Algodão, Apuarema, Aiquara… e não pude deixar de fazer a comparação, adiante sugerida. O freguês, ao preferir fazer suas compras na rua 2 de Julho, de cara terá uma desvantagem: Onde estacionar? Os proprietários, gerentes e funcionários, chegam cedo e estacionam seus caros, e por lá ficam o dia inteiro! Como oferecer vantagens aos cliente, se nem vaga para estacionar encontram? A rua 2 de Julho, símbolo do comércio local, já passou da hora de ser completamente reformulada. Ganhar uma nova roupagem, com calçamento único de blocos intertravados de concreto (blocretes) paginados e coloridos, através de calçadas mais largas e aconchegantes, num “único” nível, com novo desenho das vagas de estacionamentos, as quis deveriam passar a serem rotativas (máximo 2h), mais fáceis de estacionar (a 45º), mesmo que diminuam em quantidade, priorizando o transeunte cliente e usuário, em detrimento dos funcionários, proprietários e veículos, pois são estes, a maioria e o sentido maior de existência do comércio (prestação de serviço). A rua beco da COCIP – COOPERCACAU, ligação entre às ruas 2 de Julho e Castro Alves, já deveria ter sido transformada em calçadão (elevação do piso ao nível das calçadas) com alocação destino de ambulantes, controlados, e somente os indispensáveis e complementares ao comércio e/ou serviço local.

piso-intertravados-1-1
Os Bancos deveriam ser obrigados pela prefeitura a fornecerem vagas de estacionamento, conveniados, com preços acessíveis aos seus clientes, mesmo que locados remotos a 200 metros. O Bradesco, por exemplo, fechar seu estacionamento só para não se responsabilizar pelo mesmo. E a CEF, não fornecer vagas de estacionamento suficientes, sendo estes, pólos geradores de trafego, como são. Veja: http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2014/lei-possibilita-transformar-vaga-de-carro-em .  O subsolo do prédio Santa Paula, já deveria estar contribuindo com a expansão do numero de vagas disponíveis no centro. Não é tolerável assistir a inércia do próprio prédio Santa Paula, mais conhecido como “Santa Pausa”, o qual já deveria ter tido um solução e conclusão.

mercado-municipal-1

Num lugar tão nobre, equipado e caro à cidade, um empreendimento daquele ficar servindo de ícone da decadência da economia cacaueira! A prefeitura tem meios legais de forçar o equacionamento daquele empreendimento, como o IPTU progressivo no tempo, como prever a lei no 10.257, de 10/07/01 (Estatuto da Cidade). O desativado mercado municipal da Praça da feira, defronte a ponte do Japumirim, poderia ser reativado com outra proposta: A prefeitura poderia reformar o “Mall”, o estacionamento e os acessos em volta, no mesmo padrão da futura rua 2 de Julho, e alugar ou conceder onerosamente os boxes, a empreendedores que queiram investir em lojas e restaurantes voltados ao comércio característico de mercado municipal de nível elevado, mais requintado. Porém, caberia aos exploradores a reforma dos boxes em si, além deles próprios constituírem uma associação mantenedora. Quanto aos usuários, quem não quiser ou poder fazer suas compras ali, teria ainda a opção do Centro Popular de Abastecimento José Motta Fernandes e a “Feirinha” aos domingos. A idéia populista arcaica de tudo nivelado por baixo, não cabe mais: é perda de oportunidade e investimento locais. Conformação semelhante, mereceria a infra estrutura do comércio da Praça do Cinqüentenário e Praça dos Cometas. Incentivando-os inclusive, uma ligeira concorrência entre praças com ganhos reais aos consumidores que preferirem uma, em detrimento de outra, por exemplo. São ações concretas como estas, (detalhes diante do conjunto da cidade) que corroboram para o desenvolvimento econômico e social da cidade. Estamos num momento critico na economia e política nacional, e a cidade, tal qual as pessoas, devem juntas buscarem saídas objetivas à geração de emprego e renda capazes de propiciar o bem comum. Se eu tivesse que resumir o momento que Ipiaú atravessa hoje,eu diria: ESPERANÇA. E um jargão: Ave Maria, ouvi-nos!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *